Planetas desse tipo ainda são pouco compreendidos pela ciência, e ao contrário dos mundos ligados a estrelas, vagam sozinhos pelo espaço.
A nova detecção representa um avanço importante visto que observações desse tipo não permitiam confirmar se esses corpos eram realmente planetas ou objetos mais massivos.
De acordo com a descoberta publicada na revista científica Science, esses planetas são extremamente difíceis de detectar porque não emitem luz suficiente para serem observados diretamente com os telescópios atuais.
Por isso, os cientistas recorrem ao fenômeno conhecido como microlente gravitacional.
No novo estudo, os astrônomos observaram o evento a partir de dois pontos diferentes, o que permitiu triangular a posição do planeta.
Com a distância estimada, foi possível calcular sua massa com base no tempo em que a luz da estrela permaneceu distorcida.
O evento recebeu as designações KMT-2024-BLG-0792 e OGLE-2024-BLG-0516.
Há ainda a possibilidade de alguns desses objetos se formarem de maneira isolada, a partir das mesmas nuvens de gás e poeira que dão origem às estrelas.
Para Andrzej Udalski, da Universidade de Varsóvia, esse tipo de planeta pode existir em número até maior que o de estrelas na Via Láctea.
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