hsid - Publicado em: 06/07/2026 11:58

A ilusão da Copa acabou, Brasil volta à realidade

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O Brasil jogou com o espírito esperado para uma Noruega, uma seleção sem tradição, assistindo na retranca ao adversário e esperando uma chance. 

Elas até apareceram, mas sem eficiência – digna da tradição – no aproveitamento.

E a Noruega dominou a partida como se estivesse vestindo a camisa com cinco estrelas no peito, diante de um adversário amedrontado e complacente.

Deu no que deu, apesar das ilusões que, conscientemente, alimentamos durante esta Copa do Mundo para manter vivo o espírito de torcedor.

Esse é o pior momento da história da seleção brasileira. 

Não é só sensação, é estatística. 

A maior distância e jejum de títulos mundiais e o pior desempenho em copas.

Ironicamente, na era dos maiores salários e patrocínios pagos aos nossos talentosos jogadores, convertidos em estrelas nos times da Europa e celebrizados por aqui.

Reflexo de uma seleção TikTok, como sugeriu Casagrande? 

De um elenco excessivamente preocupado com likes, curtidas e em emplacar modas de dancinhas nas redes?

De uma geração tão vaidosa quanto fútil, imatura e deslumbrada com o enriquecimento explosivo, de frágil inteligência emocional, ansiosa, insegura e despreparada para as frustrações?

Ou o fracasso esperado do modelo que critica insistentemente Vanderley Luxemburgo? 

É a seleção pentacampeã que precisa se adaptar ao estilo de jogo europeu? Não seriam eles quem deveriam tentar copiar os pentacampeões?

Coincidência ou não, a última vez que levantamos uma taça foi quando o Brasil jogava com o jeito bem brasileiro dos dois Ronaldos…

A ilusão deste hexa acabou. 

Voltemos ao campo da realidade de 2026. De preferência, sem o erro de confundir eleição com futebol, voto com torcida.

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