O Brasil jogou com o espÃrito esperado para uma Noruega, uma seleção sem tradição, assistindo na retranca ao adversário e esperando uma chance.
Elas até apareceram, mas sem eficiência – digna da tradição – no aproveitamento.
E a Noruega dominou a partida como se estivesse vestindo a camisa com cinco estrelas no peito, diante de um adversário amedrontado e complacente.
Deu no que deu, apesar das ilusões que, conscientemente, alimentamos durante esta Copa do Mundo para manter vivo o espÃrito de torcedor.
Esse é o pior momento da história da seleção brasileira.
Não é só sensação, é estatÃstica.
A maior distância e jejum de tÃtulos mundiais e o pior desempenho em copas.
Ironicamente, na era dos maiores salários e patrocÃnios pagos aos nossos talentosos jogadores, convertidos em estrelas nos times da Europa e celebrizados por aqui.
Reflexo de uma seleção TikTok, como sugeriu Casagrande?
De um elenco excessivamente preocupado com likes, curtidas e em emplacar modas de dancinhas nas redes?
De uma geração tão vaidosa quanto fútil, imatura e deslumbrada com o enriquecimento explosivo, de frágil inteligência emocional, ansiosa, insegura e despreparada para as frustrações?
Ou o fracasso esperado do modelo que critica insistentemente Vanderley Luxemburgo?
É a seleção pentacampeã que precisa se adaptar ao estilo de jogo europeu? Não seriam eles quem deveriam tentar copiar os pentacampeões?
Coincidência ou não, a última vez que levantamos uma taça foi quando o Brasil jogava com o jeito bem brasileiro dos dois Ronaldos…
A ilusão deste hexa acabou.
Voltemos ao campo da realidade de 2026. De preferência, sem o erro de confundir eleição com futebol, voto com torcida.
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