notpb - Publicado em: 16/09/2026 09:54

Homem preso vestido de mulher diz à polícia que matou cerca de 80 pessoas na Paraíba

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Preso no último domingo (13), em Mulungu, no Agreste da Paraíba, Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, afirmou durante interrogatório à Polícia Civil que matou cerca de 80 pessoas ao longo da vida. O número, no entanto, ainda não é confirmado pelos investigadores.

Segundo o delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso, até o momento a Polícia Civil reúne elementos que relacionam Jorlan a 16 homicídios praticados em um intervalo de aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape.

O suspeito foi preso após cerca de dois dias de buscas. No momento em que tentava fugir do cerco policial, ele estava vestido com roupas femininas e carregava no colo uma criança que, segundo a investigação, não era parente dele.

Durante o interrogatório, Jorlan também teria relatado à polícia que cometeu o primeiro homicídio quando tinha 13 anos.

De acordo com o delegado, o homem passou aproximadamente cinco ou seis anos preso ao longo da vida e havia sido colocado em liberdade em maio deste ano.

A Polícia Civil afirma que, a partir do fim daquele mês até a prisão realizada em setembro, conseguiu reunir elementos que apontam a participação do investigado em 16 assassinatos.

Entre os crimes investigados está o duplo homicídio de dois comerciantes, registrado no dia 1º de agosto, em Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba. Conforme a polícia, Jorlan teria participado do crime juntamente com outros quatro homens.

Os investigadores também apuram a possível participação de Jorlan na morte de uma jovem.

Segundo o delegado Douglas Garcia, durante as investigações, o próprio suspeito informou aos policiais o local onde o corpo da vítima estaria enterrado. O cadáver foi localizado posteriormente.

Apesar da declaração de Jorlan sobre cerca de 80 mortes, a Polícia Civil ainda trabalha para verificar a veracidade do relato e identificar quais crimes poderiam estar relacionados ao investigado.

Até o momento, a polícia afirma possuir elementos que o vinculam a 16 homicídios.

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